
sábado, 31 de maio de 2008
A LUTA POR UMA UNIVERSIDADE PARA TODOS

Gente o frio fora intenso, mas enfrentamos com determinação nossos propósitos de dar encaminhamento a proposta de um curso pré-vestibular com acesso as pessoas menos favorecidas do Município de Itaqui. A comitiva composta pela Jornalista e Yalorixá Claudete de Sapatá, pelo Geógrafo Jorge Augusto Araujo da UFRGS, pelo aluno do CEUE da UFGRS, por Jaqueline Coordenadora do Movimento Estudantil da Universidade Federal Unipampa de Itaqui, e por mim Baba Alexandre de Xangô Agandju Ibeijs, onde estivemos na Câmera Municipal de Vereadores sendo ouvidos pelos interessados por esta proposta inovadora. A adesão da Secretaria Municipal de Educação e do interesse das Universidades locais, reforçaram a necessidade do acolhimento a esta proposta. Abri minha fala, saudando Ogun, já que era quinta feira, Orixá de Clara e dos Caminhos a serem conquistados. Foi um sucesso. E óbvio, depois de todo esse empenho, fui ao rio Uruguai conhecê-lo e conversar com Oxum e Ibeijs. Foi emocionante para mim e quem pode estar presente. Um beijo muito carinhoso para os filhos do Professor Jorge Augusto o menininho Joshua de 8 anos e a menininha Aicha de 5 aninhos. Uns amores de crianças. Me acompanharam o tempo inteiro. Não podia ser diferente não é mesmo? Bom deixo a reportagem que saiu no jornal da Cidade que registrou toda essa trajetória de luta pela educação popular. Axé a todos e todas.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Mãe África no Largo Zumbi dos Palmares

Mãe Maria de Oxum, Eliane do IAFRA, Pai Áureo do Ogum: Boas Vindas a Delegação Africana de Moçambique na Capital Gaúcha. 25 de Maio, há 36 anos atrás a quebra das correntes Libertavam a África, após lutas e lutas pela emancipação do Domínio Europeu.
Emoção: Eu, Mestre Chico e Esposa
Axé a todos e todas!
Estou aqui tentando me recuperar dos sentimentos de alegria e integração humanística que me fora proporcionado pela Feira de Trocas Escambo. A Associação Clara Nunes esteve participando ativamente com a presença dos voluntários: Elisabete Moreira( Grupo de Mães), Thyago Charmes ( Administrativo), Cleusa da Oxum ( filha do Ilê), Everton Barbosa - Fofo do Cavaco (Coordenador das Oficinas de Percussão do Projeto Olá Sì Bó) e as Crianças Lauryne, Matheus e Fab. Foi uma muvuca! ( no sentido alegre e festivo, nunca pejorativo desta palavra de origem Africana). Interagimos com todo Movimento Negro Organizado, fazendo novos amigos também. Na reunião que houve no Museu Joaquim Felizardo, no bairro Cidade Baixa, a convite da Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura, eu era o único Babalorixá ali presente e fora sugerido pela Coordenação da Feira Escambo, uma Mística de Abertura com os Babalorixás para dar um Axé pro Evento. Achei válido e sugeri uma comissão de religiosos da pesada. Digo da pesada, quando falo de ancestralidade. Liguei na hora convidando uma doçura de Mãe de Santo que é a Mãe Maria de Oxum, que tem oitenta e poucos anos de luta pela religião, citei Mãe Carmen de Oxalá, Pai Aúreo de Ogum, Mãe Vera de Oyá, Babá Diba de Yemanjá, Mãe Norinha de Oxalá, Mãe Gina de Bará, Paulete da Oxum entre outros que tem uma atuação de defesa da nossa religiosidade. Porque nessa hora, aparece um monte de gente só querendo fazer uma média e não está na construção do processo de visibilidade e respeitabilidade da nossa religião. O resultado foi lindo, de chorar a benção registrada pela imprensa onde Mãe Maria recebe a Comitiva da Mãe África. Impossível não lembrar de Clara Nunes quando mais de 20 Prefeitos, Chefes de Estados e Autoridades, vindos diretamente de Moçambique visitar os Afrodescendentes da cidade de Porto Alegre, adentraram com toda aquela generosidade diplomática de intercâmbio cultural. Gente, foi uma volta de 360° de pura energia, quem não foi perdeu no mínimo uma oportunidade de ser acarinhado e de beber na taça da Poesia do meu amigo Mestre Chico de Xangô que magnetizou a todos, uma pessoa que nutro todo meu respeito, carinho e admiração. Tem mais novidades do escambo, mas essas deixarei para amanhã tá, curtam essas fotos...Modupé! Baba Alexandre Gabriel de Xangô
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Clara Nunes 'Feira de Mangaio'
Fumo de rolo arreio e cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Bolo de milho broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pé de moleque, alecrim, canela

Moleque sai daqui me deixa trabalhar
E Zé saiu correndo pra feira de pássaros
E foi passo-voando pra todo lugar
Tinha uma vendinha no canto da rua

Onde o mangaieiro ia se animar
Tomar uma bicada com lambu assado
E olhar pra Maria do Joá (2x)
Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Farinha rapadura e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar

Pavio de cadeeiro panela de barro
Menino vou me embora
Tenho que voltar
Xaxar o meu roçado
Que nem boi de carro
Alpargata de arrasto não quer me levar
Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua
Fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de purcina fazendo renda
E o ronco do fole sem parar (2x)
Eiii forró da mulestia..
Mais é que tem um Sanfoneiro no canto da rua
Fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de purcina fazendo renda
E o ronco do fole sem parar
Eitaa Sanfoneiro da gota serena...
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Uma Feira de Mangaio Diferente

Uma feira extraordinária esta acontecendo amanhã, no antigo largo da Epatur, hoje Zumbi dos Palmares. Este espaço marca um dos territórios ocupados pelos negros na época da colonização portuguesa e que hoje estão querendo transformar num terminal de ônibus. Terminal, já lembra doença, não é mesmo e uma das formas encontradas para resistir ao processo de exclusão é resgatando através da cidadania, ações que possam proporcionar a inclusão do povo negro. Estão de parabéns os organizadores e idealizadores deste projeto, em especial a coordenadoria, cito Grupo de GT da Prefeitura Municipal e do Grupo Escambo. Nós estaremos lá marcando nossa presença com a coordenadora do Grupo de Mães "As Guerreiras" Carmen F Lúcia Viana, com produtos que vendidos ou trocados, servirão de apoio ao projeto Olá Sì Bó. Abraço a todos e todas. Axé!
O QUE SIGNIFICA OLÁ SÌ BÓ GBOGBO IN

Clara Esperança Para Minha Gente do Morro
Você faz parte desta história:
O projeto Olá Sì bó -Clara Esperança Para Minha Gente do Morro, parte da perspectiva da cosmovisão da comunidade tradicional de matriz africana, incluindo valores civilizatórios africanos, resgate histórico, cultural em forma de ações afirmativas na área da educação extra-currícular beneficiando a lei 10.639/2003 do Governo Federal com atividades (reforço escolar, dança afro, segurança alimentar, preservação ambiental, artes plásticas, artesanato, economia solidária, contação de histórias, capoeira, oficinas de música e percussão), desenvolvidas dentro de um terreiro de matriz africana. A busca dos direitos das crianças e dos adolescentes de viver num mundo que os proteja, e os prepare para inserção na vida de modo digno, é o principal resgate de cidadania que visamos. Através da identificação das vulnerabilidades sociais é que cadastramos e reinserimos crianças, adolescentes, pais precoces e desempregados no processo de inclusão social. As dificuldades são muitas. Vão desde o difícil acesso, busca de alimentação, material escolar, até o prédio que precisa de uma reforma urgente, faltam cadeiras e mesas para as crianças realizarem as suas refeições e estudarem para passar na escola ( alguns tem que comerem com uma toalha no chão ou prato na mão). Tudo isso, não nos impede, de acolher, e lutar por um mundo mais justo e igualitário de oportunidades para o crescimento.
Acreditamos no bem, na educação, na reforma moral e ética religiosa de matriz africana, que ampara e tem o mérito de não discriminar ninguém, embora sejamos muito discriminados. Urge a visibilidade dessas ações cidadãs, nas comunidades desprovidas de recursos como o Morro da Polícia, Vila São Miguel, onde as portas do nosso terreiro são tão pequeninas, mas as portas do mal, pelo contrário, estão a toda hora recrutando nossas crianças e adolescentes para a banalização da própria vida.
Acreditamos em todas as pessoas que depositaram sua fé, no projeto Olá Sì Bó, colaborando direta ou indiretamente com nossas ações, e nesse ensejo, agradecemos a intervenção social de cada um, que ajudou e ajuda como pode. Aguardamos a sua visita no nosso terreiro da esperança, que vai a luta por essas crianças.
E é em nome de Olorun, que é o Dono dos Céus e de todos os Orixás, que pedimos axé para continuarmos com nossa missão . E em nome de todas as crianças e todos os voluntários deste Projeto Social que vai fazer 5 anos, nos viemos dizer a todos vocês AMIGOS DO PROJETO OLÁ SIBÓ O nosso MUITO OBRIGADO! ... E OLÁ SÌ BÓ a todos! ( *tradução de Olá Sì Bó : abra-se a riqueza com abundância a todos!)
Alexandre Gabriel de Xangô Agandju Ibeijs
Babalorixá
Você faz parte desta história:
O projeto Olá Sì bó -Clara Esperança Para Minha Gente do Morro, parte da perspectiva da cosmovisão da comunidade tradicional de matriz africana, incluindo valores civilizatórios africanos, resgate histórico, cultural em forma de ações afirmativas na área da educação extra-currícular beneficiando a lei 10.639/2003 do Governo Federal com atividades (reforço escolar, dança afro, segurança alimentar, preservação ambiental, artes plásticas, artesanato, economia solidária, contação de histórias, capoeira, oficinas de música e percussão), desenvolvidas dentro de um terreiro de matriz africana. A busca dos direitos das crianças e dos adolescentes de viver num mundo que os proteja, e os prepare para inserção na vida de modo digno, é o principal resgate de cidadania que visamos. Através da identificação das vulnerabilidades sociais é que cadastramos e reinserimos crianças, adolescentes, pais precoces e desempregados no processo de inclusão social. As dificuldades são muitas. Vão desde o difícil acesso, busca de alimentação, material escolar, até o prédio que precisa de uma reforma urgente, faltam cadeiras e mesas para as crianças realizarem as suas refeições e estudarem para passar na escola ( alguns tem que comerem com uma toalha no chão ou prato na mão). Tudo isso, não nos impede, de acolher, e lutar por um mundo mais justo e igualitário de oportunidades para o crescimento.
Acreditamos no bem, na educação, na reforma moral e ética religiosa de matriz africana, que ampara e tem o mérito de não discriminar ninguém, embora sejamos muito discriminados. Urge a visibilidade dessas ações cidadãs, nas comunidades desprovidas de recursos como o Morro da Polícia, Vila São Miguel, onde as portas do nosso terreiro são tão pequeninas, mas as portas do mal, pelo contrário, estão a toda hora recrutando nossas crianças e adolescentes para a banalização da própria vida.
Acreditamos em todas as pessoas que depositaram sua fé, no projeto Olá Sì Bó, colaborando direta ou indiretamente com nossas ações, e nesse ensejo, agradecemos a intervenção social de cada um, que ajudou e ajuda como pode. Aguardamos a sua visita no nosso terreiro da esperança, que vai a luta por essas crianças.
E é em nome de Olorun, que é o Dono dos Céus e de todos os Orixás, que pedimos axé para continuarmos com nossa missão . E em nome de todas as crianças e todos os voluntários deste Projeto Social que vai fazer 5 anos, nos viemos dizer a todos vocês AMIGOS DO PROJETO OLÁ SIBÓ O nosso MUITO OBRIGADO! ... E OLÁ SÌ BÓ a todos! ( *tradução de Olá Sì Bó : abra-se a riqueza com abundância a todos!)
Alexandre Gabriel de Xangô Agandju Ibeijs
Babalorixá
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