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CLARA NUNES MITOLOGIA NA MATRIZ AFRICANA

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Jornada Ancestral (fotos e Vídeo Recital Poético)

Postado por Associação Clara Nunes às terça-feira, setembro 16, 2008

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Ibedji

Ibeji(ib: “nascer”; eji: “dois”) 27 de Setembro

Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o orixá Erê, ou seja, o orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância.
Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exu, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. É o orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega.

Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda desse orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

A lenda, a história de Ibeji, acontece a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter vivo este importante orixá, procure dar felicidade a uma criança. Faça você mesmo o encantamento de Ibeji. É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade de estar vivendo. Transmita esta felicidade, contagie o seu próximo com ela. Encante Ibeji com a magia do sorriso, com o amor de uma criança. E seja Ibeji, feliz!

Dia da semana: domingo
Cores: todas
Saudação: Beje eró! (“Chamar os dois!”).
Número: 2
Elemento: todos
Domínio: tudo que nasce
Sincretismo: S. Cosme e S. Damião.
Comemoração: 27 de setembro
Flor: todas
Ervas: abacaxi, abóbora, aipim, ameixa, banana, batata doce, caruru, goiaba, laranja, maçã, manga espada, melão, melancia, milho, tangerina, uva branca.
Velas: azul e rosa (atraem o amor)
Instrumento: não tem
Equivalências: Tarot - Não há, Baralho Cigano - Carta n.º 13 - A Criança

"SE VOCES QUEREM SABER QUEM EU SOU..."

Associação Clara Nunes
Porto Alegre, RS, Brazil
Comunidade Tradicional de Terreiro de Matriz Africana com trabalho social com crianças e adolescentes do Morro da Polícia, Porto Alegre- RS
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Chico Rei: A Lenda

Chico Rei é um personagem lendário da tradição oral de Minas Gerais, Brasil. Segundo esta tradição, Chico era o rei de uma tribo no Congo, trazido como escravo para o Brasil. Conseguiu comprar sua alforria e de outros conterrâneos com seu trabalho e tornou-se "rei" em Ouro Preto.

Nascido no Congo, chamava-se originalmente Galanga. Era monarca guerreiro e sumo sacerdote do deus Zambi-Apungo e foi capturado com toda a corte por comerciantes portugueses traficantes de escravos. Foi levado para o Brasil no navio negreiro "Madalena", mas, entre os membros da família, somente ele e seu filho sobreviveram à viagem. A rainha Djalô e a filha, a princesa Itulo, foram jogadas no Oceano pelos marujos do navio negreiro "Madalena" para aplacar a ira dos deuses da tempestade, que quase o afundou.

Foi vendido no Rio de Janeiro e levado para Vila Rica como escravo, juntamente com seu filho. Trabalhando como escravo conseguiu comprar sua liberdade e a de seu filho. Adquiriu a mina da Encardideira. Aos poucos, foi comprando a alforria de seus compatriotas. Os escravos libertos consideravam-no "rei".

Este grupo associou-se em uma irmandade em honra de Santa Ifigênia, que teria sido a primeira irmandade de negros livres de Vila Rica. Ergueram a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Chico Rei virou monarca em Ouro Preto, antiga Vila Rica em Minas Gerais no século XVIII, com a anuência do governador-geral Gomes Freire de Andrada, o conde de Bobadela.

No dia 6 de janeiro e no dia de Nossa Senhora do Rosário, ocorriam as solenidades da irmandade, denominadas Reisados. Durante estas solenidades, Chico, coroado como rei, aparece com a rainha e a corte, em ricas indumentárias, seguido por músicos e dançarinos, ao som de caxambus, pandeiros, marimbas e canzás. Este cortejo antecede a missa.

Esta seria a origem do congado.

A história de Chico Rei não possui registros históricos fidedignos. Ela aparece em uma nota de rodapé escrita por Diogo de Vasconcelos, em seu livro "História Antiga de Minas", de 1904.

[Fonte: Wikipédia]

  • ASSOCIAÇÃO CLARA NUNES

BATUCAJ� - O ru�do de nossos tambores em prol da Educa��o

Kaô Kabelecilê Kaô!
Pessoal, estou de malas prontas, e papel na mão, pra defender o intercâmbio educacional, cultural e a acessibilidade do nosso povo a Educação, principalmente inserindo o estágio de pertencimento e crescimento econômico proporcionado pela instrução e melhor qualidade de vida das Comunidades de Terreiro e de Matriz Africana. É que estaremos na Cidade de Itaqui/RS dia 29 de Maio do corrente ano, a convite de Três Iinstituições de Ensino Superior, que querem ouvir no Teatro Municipal Prezewodwski, a Comitiva de Projetos Inovadores que estão dando certo em Porto Alegre e Cachoeirinha que contemplam a Educação.

Foram Convidados Especiais pelas Faculdades UNI PAMPA, AURI E PUC os Seguintes Trabalhos:

Curso Pré Vestibular CEUE- UFRGS

representado pelo Professor Jorge Augusto- Geógrafo

Yá Claudete de Xapanã- Ilê Araxá de Olokun

Associação Clara Nunes- Projeto Olá Sì Bó

Baba Alexandre Gabriel de Xangô

e o Estudante do Curso Pré Vestibular CEUE

Klauber Fonseca.


Todo Mundo l�!

  • Dia 27/05 Espetáculo Chão, faz uma incursão pela cosmo-visão africana dentro do terreiro de Baba Diba de Yemanjá, com o ator Robson Duarte - Direção do teatrólogo Jessé Oliveira. Rua Nunes da Costa, 1137 bairro São José- Partenon- ônibus São José.
  • Dia 27/05 - CONVITE - Secretaria da Justiça e Desenvolvimento Social estará lançando o Livro RS NEGRO no Palácio Piratini as 18 horas. Quero ver você por lá!
  • Dia 28/05 às 18hs no Satélite Prontidão, estará presente a Delegação com Autoridades Africanas de Moçambique, nesta oportunidade os nobres visitantes, trocarão informações com o Movimento Negro Organizado e receberão uma proposta que está sendo articulada pelos mesmos. Vale a pena conferir e ficarmos por dentro.
  • Dia 28/05 no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul- acontecerá a Palestra "Inter-relações arquitetônicas Brasil-África- Rua Riachuelo, 1317 centro. Fone 32243760
  • DIA 28/05-CONVITE- SARAU POÉTICO CULTURAL DO BEZERRA DA SILVA - no Barato do Bar, rua Sarmento Leite, 969- a partir das 21 hs todos são bem vindos. Estarei por lá dando o ar da minha graça com Poesias do meu mais recente trabalho.
  • Dia 15 de junho estará acontecendo um delicioso Galeto, realizado pelo FORMA/RS $ 10,00 corra que os convites estão no fim! Local: Quadra da Fidalgos e Aristocratas, alí na Ipiranga após o Ginásio da Brigada Militar. Tô lá!

MOD�P� L�.W�. �WON �R�S� GBOGBO! do Yorub�: Estou agradecido aos Orix�s De todos!


Quando Clara Nunes, em seu derradeiro canto no Lp "Nação" é visibilizada na reportagem muito inteligente e honesta,- de Okky de Souza, revista Veja 13.10.1982-, o supra citado jornalista refere-se ao disco e a Clara como Culto Africano. A proposta arrojada de Nação, fora comparara ao Samba de Enredo que fez o delírio do Carnaval carioca no mesmo ano, tal sua criatividade em transformar as batidas da bateria em som cantado pelos intérpretes que traduziram muito bem o espírito da "procissão do samba". Assim "bum bum pa ti cum prugurudum" usa com inteligência através da ludicidade de Aluísio Machado e Beto Sem Braço. Esse fato, referenda A proposta deste blog, revelando-se na lembrança de uma Clara Nunes Viva. Não temos mais Clara, isso dói, perdemos nosso referencial das coisas lindas brasileiras e principalmente afro-brasileira. A arma escolhida por nós, é do mesmo quilate arrebatador da grande guerreira: o trabalho. Ações de verdade, longe de utopias, longe de querermos ver um mundo cor-de-rosa. Mas oferecemos as tintas, os cadernos, os lápis. Temos condições para fazê-lo? Não temos como gostaríamos, muitas são as dificuldades: somos do morro, nosso ylê não está nas colunas dos grandes jornais, não sou pai de santo de mídia, nem de brinquedo, sou sincero e honesto no que faço. Isso só já é um fato-empecilho para desistência de realizarmos. Os motivos que nos levam a conduzir crianças e adolescentes é justamente o contrário "medrou quem fugiu!" sabiamente diz o poeta numa música da cantora. Fizemos a diferença no olhar, acolhendo, no despojamento benfeitor de amar de verdade e nesse amor infinitamente propulsor, dar o melhor de humanização nesse âmbito, fazendo a diferença nas Ações da Associação Clara Nunes, enquanto Comunidade Tradicional de Matriz Africana. Xangô e todo o Urumalé, é quem são os reis por aqui. As crianças, embrioezinhos matutinos de um dia de esperança indo a luta, esperança parada é covardia! Aqui teremos a história e cosmologia africana e suas deidades mitológicas, onde Clara Nunes figura como ponte brasileira, necessária para interjeição, do verbo negrejar de forma nobre. Assim a Luz de Clara chega com seus banhos de ervas, rezas, cantigas, feiras, crianças, comilança de santo, discursos de cidadania, grupo de mulheres organizadas, leis de defesa dos direitos sociais e humanos, defesa da moradia "e a luta para se viver em paz". Se o canto de Clara louvando ao criador e criaturas é nosso referencial, nosso espaço de manifestação de pensamento e interlocução com a cosmo-visão africana, se dá justamente quanto nos sentimos a vontade para lembra-la através da oportunidade de refletirmos e principalmente agirmos na transformação da nossa territorialidade. Não queremos, nem temos a pretenção de estarmos abaixo ou acima de ninguém, estamos na roda de origem africana e ela nos remete a circularidade, do prato de comida, dos glóbulos sanguíneos, do progresso. Nem tampouco estamos aqui para apontarmos quem descobriu a roda. Não! Estamos num trabalho de resgate, identidade negra, cidadania que dignifique a população afro-descendente que tem enfrentado a exclusão, o retrocesso, a invisibilidade e a falta de acesso aos bens, negados aos filhos e descendentes da "Mãe África". Esta luta pela dignidade deve ser entendida como uma ação afirmativa de postura contrária as condições de miserabilidade e exclusão social a este grupo étnico. Meus cabelos brancos começam a despontar e eu a correr contra o tempo a tentar acordar outros irmãos... acordai... acordais...o presente é melhor que futuro, pois o presente precisamos lapidá-lo todos os dias, para que possamos sorrir num futuro. Não será preciso aqui bolas de cristais nem búzios, basta cruzarmos os braços as ações do bem que não vai ser preciso nenhum oráculo para saber do futuro. Acordai para o presente dos Orixás nesta Ilu-Ayê: noss a própria vida, interagindo com o cosmo inteiro. Sem este axé
destruimos a vida e desagradamos Olorun por nossas inconsequências. Acordai...velhas crianças. O presente é agora!
Modupé!
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